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Água por polvo, tal qual gato por lebre ou Água por polvo: o milagre da diminuição

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DECO - Delegação Regional do AlgarveCONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO

"Água por polvo, tal qual gato por lebre ou Água por polvo: o milagre da diminuição"

A DECO INFORMA…

Bem sabem os consumidores de polvo que este, quando comprado congelado, pode ficar reduzido a cerca de metade após cozido, por naturalmente perder muita água. Mas através de análises laboratoriais levadas a cabo pela DECO, facilmente se concluiu que não só por isso os clientes se vêem obrigados a escolher um exemplar bem mais pesado do que realmente precisam.

Na verdade, grande parte desse problema deve-se ao facto de os produtores adicionarem água para que o polvo fique mais pesado e, assim, possam lucrar mais por cada quilo.

É inaceitável o que encontrámos: valores enormes de água adicionada e apenas duas amostras com resultados positivos e, ainda, casos em que os pesos anunciados são superiores aos reais, chegando a superar os dez por cento. Assim, este molusco que à partida é bastante proteico torna-se, antes, rico em humidade.

Preocupante também são as lacunas legislativas a este respeito e o incumprimento por parte dos agentes do setor quanto às obrigações a que estão adstritos. Não só não há nenhuma norma que proíba esta prática, como existe um frequente incumprimento das poucas obrigações que estão previstas, tais como a declaração, no rótulo, da quantidade de água contida no produto e a indicação, na lista de ingredientes, dos aditivos utilizados.

Há muito por regulamentar, como as práticas fabris e os parâmetros físico-químicos no produto final, para que o consumidor não continue a pagar água ao preço de polvo, e, naturalmente, as consequentes penalizações para quem não as cumprir. Por outro lado, falta um árduo trabalho das respetivas entidades inspecionadoras.

A DECO exige, pois, que se estabeleça um quadro legal que não autorize a utilização de práticas que visem a incorporação de água, e que se fixem parâmetros técnicos apertados na produção do polvo, para que se possa controlar o produto disponibilizado aos consumidores. A Instituição reivindica, igualmente, penalizações dissuasoras e uma fiscalização atenta.

DECO-Delegação Regional do Algarve

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